quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Banho de Folha Cheirosa

Ação performática,

''Pra deixar todo mundo perfumoso.
Alecrim, Bejoin e Alfazema,  tem.
Acaçá também, macerado e misturado na água.
Alfazema não vai faltar pra abrir o seu olhar…''



 Fotografia de Victor Morales que registrou minha participação com essa ação no DOMINILINACAOS Coaty, Salvador, Bahia. 2016.




Coaty, Salvador, 2016.






 Fotografia de Arthur Scovino que registrou minha participação com essa ação na V Semana de Performance da Cañizares, Salvador, Bahia. 2015.





 Fotografia de Marcos Rodrigues que registrou minha participação com essa ação no De Lá e De Cá, Museu de Arte da Bahia, Salvador, Bahia. 2015.




Série ''Onde nada está tu habitas e onde tudo está - (o teu templo) - eis o teu corpo''


 Série ''Onde nada está tu habitas e onde tudo está - (o teu templo) - eis o teu corpo'', que são três dípticos fotográficos feitos por câmera de aparelho móvel. Pensando nos ruídos e sons da natureza, me vem o essencial. A natureza como um templo. Então me calo e busco o silêncio. Internamente oremos:

Prece:
Senhor, que és o céu e a terra, que és a vida e a morte! O sol és tu e a lua és tu e o vento és tu! Tu és os nossos corpos e as nossas almas e o nosso amor és tu também. Onde nada está tu habitas e onde tudo está - (o teu templo) - eis o teu corpo.
Dá-me alma para te servir e alma para te amar. Dá-me vista para te ver sempre no céu e na terra, ouvidos para te ouvir no vento e no mar, e mãos para trabalhar em teu nome.
Torna-me puro como a água e alto como o céu. Que não haja lama nas estradas dos meus pensamentos nem folhas mortas nas lagoas dos meus propósitos. Faze com que eu saiba amar os outros como irmãos e servir-te como a um pai.
[...]
Minha vida seja digna da tua presença. Meu corpo seja digno da terra, tua cama. Minha alma possa aparecer diante de ti como um filho que volta ao lar .
Torna-me grande como o Sol, para que eu te possa adorar em mim; e torna- me puro como a lua, para que eu te possa rezar em mim; e torna-me claro como o dia para que eu te possa ver sempre em mim e rezar-te e 
adorar-te.
Senhor, protege-me e ampara-me. Dá-me que eu me sinta teu. Senhor, livra-me de mim.

(Em Obras em Prosa: O Eu Profundo, Ed. Nova Aguilar) Fernando Pessoa (1888-1935)


Participou do Noise invade Portugal,  Fórum Cultural de Cerveiras, Portugal.
Circuito das Artes / Triangulações 2014. Galeria ACBEU, Salvador, Bahia, Brasil.







Autorretrato / Num ponto Equidistante Entre o Atlântico e o Pacífico.




     Recorro ao auto retrato usando a técnica de baixa exposição para falar do índio sem terra que sou, tentando sobreviver e passar bem no meu pais. Na clausura do apartamento falando na verdade do homem contemporâneo, trazendo minha singularidade.


  Participará do Encontros do Nordeste 2016. Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, Fortaleza, Ceará.



terça-feira, 26 de abril de 2016

Autorretrato / Sexagísimos


           Em meu trabalho com o auto-retrato, me utilizo da fotografia como suporte para a impressão de meu corpo como performer, que tem consciência que esta em cena, mas em seu estado cotidiano, procurando a não espetacularização. Utilizo certas técnicas de fotografia, assim esse corpo tem suas pegadas, seu trajeto, gravado em um mesmo fotograma, incorporando a idéia de tempo/passagem. 
                                     

                                       
                            Premio Aquisição na VIII Bienal do Recôncavo, São Félix, Bahia.




 
     A estudante do mestrado em artes visuais da UFBA, Cristina Damasceno, fala sobre a fotografia na Bahia, seu recorte foi a Bienal do Recôncavo, onde já fui agraciado com um prêmio aquisição e uma menção honrosa, por isso estou incluindo na sua pesquisa... vale a pena para quem quer saber mais sobre a nova produção Baiana. É só clicar no link abaixo:

http://www.revistaohun.ufba.br/pdf/Cristina_Damasceno.pdf



Mostra Fotográfica Individual ''Kirymuré-Paraguaçú / A Cidade Grande Há de Ser Uma Grande Cidade / Série Salvador ''

     ''A fotografia de Fábio Duarte é um rico e denso documento etnográfico moderno e pictórico, desta cidade a qual conhecemos como Salvador, que dilacerada por seus próprios personagens, mostra seu rosto vivo e desfigurado por marcas de tempo. A coleção de cenários representados por Kirymuré-Paraguaçu em seus recortes quadrados, confere um ar estático aos caos diário urbano, para que deste modo posamos observar o choque entre a luz e a escuridão, como bem pensou J. W. Goethe, e ai sim fazer nascer as cores da cidade, as cores da sua fotografia. É do sofrimento da cor que surge a luz de A Cidade Grande Há de Ser Uma Grande Cidade à luz de sua fotografia.''

                                                                       Marcelo Reis, Fotógrafo e Curador da Mostra.















Convite Impresso da Mostra.